Na delegacia de furtos e roubos de veículos de Curitiba, a cadeia tem 123 presos, sendo 13 policiais civis suspeitos de envolvimento em crimes. Eles ficam em celas separadas por questão de segurança.Esses presos usam o mesmo pátio onde ficam carros apreendidos e, ali, chegam a usar celular. Com as pernas esticadas, um detento conversa confortavelmente sem ser incomodado. Ele desliga o telefone e ainda faz uma nova ligação. Os presos também não encontram problemas em usar objetos cortantes durante o banho de sol.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, Alberto de Paula Machado, analisou as imagens e apontou diversas irregularidades. “[Os presos] devem ser submetidos às regras básicas daquele que está privado da sua liberdade dentro do nosso sistema legal, como o uso do celular, que é absolutamente irregular, e também que eles portem armas, por exemplo.
Se aquilo se configura como uma arma branca, é absolutamente irregular e isso não poderíamos tolerar dentro das nossas carceragens, de nossos distritos policiais.” Em nota, a Secretaria de Segurança do Paraná informou que o delegado geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto, ordenou a apuração dos fatos.